Instituto Comunicar edita o livro
Parque Nacional
Grande Sertão Veredas: história e proteção dos Gerais

O livro Parque Nacional Grande Sertão Veredas: história e proteção dos Gerais reunirá um acervo formado por documentos, relatórios, mapas e fotografias que mostram a história da primeira unidade de conservação (UC) dos Gerais, no noroeste do Estado de Minas Gerais, região que abrange importante área do bioma Cerrado e guarda tradições culturais reveladas, pela primeira vez, na obra Grande Sertão: Veredas, do escritor Guimarães Rosa.

Uma síntese de pesquisas e estudos ambientais, históricos e antropológicos desenvolvidos pela Fundação Pró-Natureza (Funatura), em parceira com a The Nature Conservancy (TNC) e o ICMBio, no parque e seu entorno, em municípios dos estados de Minas, Goiás e Bahia. O conteúdo da obra é composto por informação técnico-científica contextualizada em um rico cenário cultural, onde os protagonistas são as comunidades tradicionais que habitam uma região repleta de belíssimos atrativos naturais. Algumas cidades e vilas mineiras datam do século XVIII, como Formoso (MG).

Com amplo registro referente aos projetos, ações e atividades desenvolvidas no Parque Nacional Grande Sertão Veredas (Parna GSV) - no entorno e área sob sua abrangência - o livro mostra a importância da conservação da biodiversidade e do patrimônio cultural material e imaterial da região dos Gerais. Contribuirá, ainda, para divulgação e valorização das manifestações culturais regionais e da memória de antigos habitantes da região, inclusive dos que se transformaram em personagens da obra de Guimarães Rosa.

Os contadores de “causos” relembram histórias que tratam da vida do jagunço Antônio Dó que, como outros, viveu e morreu na região. Histórias de guerras entre famílias e de jagunços alugados, de conflitos movidos pelas ofensas à honra que eram pagas com sangue, verídicas ou imaginárias. Em pequenas cidades, como Serra das Araras (vila centenária fundada na região da serra que lhe deu o nome, atualmente município de Chapada Gaúcha) essas e outras histórias permanecem na lembrança daqueles que as ouviram de seus ancestrais:

Antônio Dó e Andalécio, personagens de Grande Sertão: Veredas, obra de Guimarães Rosa, publicada em 1956, foram notícias dos jornais da época, que circulavam em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, durante as duas ou três primeiras décadas do século XX. (in O Discurso Oral em Grande Sertão: Veredas, Teresinha Souto Ward, Pró-Memória/Instituto Nacional do Livro, São Paulo, 1984).

Este livro ampliará, consideravelmente, o conhecimento sobre a importância cultural desse fragmento dos Gerais e do território banhando pelo rio São Francisco onde estão as unidades de conservação (UCs) que formam o Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu (Mosaico SVP).